Van Gogh Museum – Amsterdã

O Museu Van Gogh em Amsterdã, um dos mais visitados na Holanda, recentemente inaugurou a nova entrada do seu popular anexo.

Geralmente quando pensamos em adição de volume à edifícios antigos, vemos um desafio em unir duas etapas sem descaracterizar a arquitetura existente. Mas o volume em vidro é uma solução que completa muitas obras com maestria, como nesse projeto que comparando o antes e depois, ficou muito mais interessante.

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Nesse corte esquemático abaixo, podemos ver que os dois edifícios são ligados pelo subsolo e era o único acesso ao anexo. Com a alteração, agora é possível acessar o anexo pelo piso térreo e todo o espaço agora ficou protegido da chuva e do frio.Perspective_SectionAbaixo podemos comparar uma foto de antes da ampliação, onde não havia acesso por esse piso e uma foto da ampliação terminada, onde agora há uma porta e uma escada de acesso ao piso inferior.

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(Foto da direita de Ronald Tilleman)

O edifício é de 1999 e a ampliação acaba de ficar pronta (Setembro 2015), ela foi necessária porque o museu recebe cada vez mais pessoas, e era preciso criar um outro acesso ao anexo, além de proteger o acesso existente das intempéries já que em Amsterdã há épocas de frio intenso.

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(Foto da direita de Ronald Tilleman)

Para a ampliação foi concebida uma redoma em vidro, que acompanha o design do edifício existente. A redoma tem estrutura metálica e a fixação dos vidro é do tipo pele de vidro com estrutura de apoio também em vidro.

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(Foto de Ronald Tilleman)

Na foto acima e abaixo dá pra ver bem a estrutura em vidro que apoia a estrutura metálica. O vidro, apesar de parecer um vidro incolor comum, é um vidro Low-e (baixo emissivo) e insulado (duplo).

Esse tipo de solução oferece alta transmissão luminosa – muita luz natural -, baixa reflexão externa – vidro sem efeito espelhado, semelhantes ao vidro incolor sem proteção – e baixos coeficientes de transmissão térmica – pouquíssima troca de calor entre os ambientes.

Para o clima do projeto esse é o vidro ideal, já que permite a passagem de muita luz natural, e reduzindo significativamente a troca de temperatura externas e internas do edifício.

A Holanda tem uma posição geográfica de menor incidência de luz solar do que o Brasil, por exemplo, e por isso consegue utilizar vidros não refletivos sem ofuscar (excesso de luz) a parte interna da obra.

E por ter grandes diferenças de temperaturas entre a parte externa e a parte interna no inverno, o vidro Low-e insulado garante que a perda do calor interno seja muito pequena, economizando energia com calefação. No verão as diferenças de temperatura são menores, mas o vidro também garante que não haja troca entre os ambientes.

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(Foto de Ronald Tilleman)

A escolha do vidro permitiu seguir o design do edifício existente sem descaracterizar a arquitetura, já que é possível ver a fachada antiga através do vidro.

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A cobertura de vidro é abaulada, para dar espaço ao volume que sai do prédio existente. Abaixo fotos da vista externa e da vista interna da forma que o vidro faz em relação ao edifício.

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A escada que permite esse novo acesso também chama atenção por ter a mesma linguagem da cobertura com estrutura metálica mas piso e guarda corpo em vidro.

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(Foto de Luuk Kramer)

Repare na leveza que ela transmite, principalmente se comparada com as escadas rolantes ao lado. O guarda corpo é fixado com botões (prolongadores) e o vidro é extra clear termo endurecido – lá eles utilizam uma técnica similar à tempera que usamos no Brasil, porém a técnica deixa o vidro 2 vezes mais resistente enquanto a tempera deixa 5 vezes mais resistente à quebras e troca de temperatura.

O piso da escada recebe duas laminações, as duas primeiras chapas de vidro são incolor comuns e a chapa do topo é de vidro extra clear, acidato  e termo endurecido. Isso garante que o vidro resista ao peso de várias pessoas circulando pela escada.

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(Fotos de Luuk Kramer e Ronald Tilleman)

O museu e a relação dele com a ampliação do anexo:

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(Foto de Ronald Tilleman)

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